A montanha golpista pariu um rato.
Bolsonaro se desmentiu, pediu desculpas ao STF (numa nota redigida por Temer, veja só).
Agora, vem cá: você acha que alguém que tem bala na agulha para um golpe, de qualquer tipo, faz convocação por rede social ou dispositivo de comunicação pública?
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Golpe é como o uso da maleta do Money in the Bank, o contrato inventado pela WWE para mudar o título máximo da franquia de "telecatch" num piscar de olhos.
Golpe é a articulação, feita no calar da noite, para executar um governante no meio do dia - como o Senado fez com Júlio César.
Golpe é o que se faz a portas fechadas - não o que se diz que vai fazer.
Golpe é o que fizeram em 64, e 37. Golpe é mentiroso, dissimulado, canalha.
Não é o que Bolsonaro fez.
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Bolsonaro pediu truco, mas as boas cartas não estavam com ele. Nem Forças Armadas, nem Congresso, muito menos as milícias que julgavam que teria.
Só tinha os caminhoneiros, a turma de verde e amarelo e os "tiozões" e tias do Zap.
Muito pouco.
Bem pouco mesmo.
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