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8.5.26

Helena Raquel: quando a denúncia vira pretexto para "o de sempre", FUJA!

O sétimo sentido que céticos como esse escriba possui manda que fiquemos bastante alertas quando pessoas "do mundo", que não tem interesse algum em exegese, aplaudem palavras ditas em eventos destinados à comunidade evangélica - como o caso da mensagem da pregadora Helena Raquel, cujo final ecoou de forma contundente para fora do arraial dos Gideões Internacionais.

Pena que foi só o final, a "lacração involuntária" em cima "duzomi", que ecoou de fato. 


Edificação genuína, aquela que aquece os corações e levanta os eventos? 

Muito pouco. Quase nada, na verdade.

...

Antes de tudo, minha opinião pessoal sobre o assunto: abusadores, pedófilos, estupradores e agressores de mulheres merecem as penas da Lei e a exclusão do rol de membros de qualquer Igreja séria. Quem é comprovadamente culpado de tais atos precisa voltar aos catecúmenos para aprender novamente valores como amor sacrificial (que deveria ter desde o princípio) - e deveria reiniciar a vida longe da família de origem, já que traumas não se curam somente com palavras de arrependimento.

Dito isso, tenho um princípio que guardo para mim, e que aplico à risca em casos como esse: olhar bem quem está apoiando esta ou aquela postura dentro da comunidade cristã. 

Se aquela feminista crente urra de contentamento quando uma mulher ousa falar contra "uzomi" dentro de um evento para o qual foi convidada (e cujos diretores deviam saber o que estava fazendo), apoiada pelos mesmos grupos de pessoas que berram horrores quando um pastor conservador "se omite" por motivos de foro íntimo (relacionados, inclusive, com os crentes que pastoreia)...

... se este cenário, o dos liberais teológicos disfarçados que só sabem "lacrar" no meio cristão, se configura, a única palavra que meu cérebro consegue processar é... 

"FUJA!"

...

FUJA... de quem acha que a Igreja é o único lugar no qual existem pecadores. Sim, o "mundo" tem divulgado isso - mas, não custa lembrar, é mais fácil para uma mulher oprimida encontrar amparo e proteção dentro das comunidades evangélicas que no mundo "laico" das ONGs e do Estado.

FUJA... de quem acha que disciplina é cancelamento, principalmente pastores "machinhos" que dizem chamar o MP para levar agressores para a cadeia, mas nunca viram um pessoalmente.

FUJA... mas FUJA MESMO... de quem se aproveita de pregações contundentes (e necessárias) para "lacrar" e xingar os que insistem que a Igreja deve "cancelar" as pessoas - e não salvá-las.

FUJA... da aparência do mal, principalmente. 

Mas também FUJA da aparência do bem, que se disfarça de boas intenções, e que ignora 1:30h de mensagem para focar-se apenas na profecia da missionária, nos seus 5 minutos finais.

Até porque, ao final, o que importa para a maioria, sedenta pelo mais do mesmo que nutre os corações dos crentes todo domingo, é o de sempre: 

"cadê Bíblia? 

cadê Palavra? 

cadê o que alimenta nossa vida espiritual?".

...

P.S: Tem como criticar muita coisa do que foi dito por Helena Raquel... o evento em baixa (muita gente falou nisso em podcasts), o ataque "genérico", o apoio de "lacradores" convictos e liberais teológicos, verdadeiros lobos em pele de cordeiro...


Troquem o disco, senhores, no Brasil do filé de frango à parmegiana (feito para atender as necessidades das pessoas) não existe como usar este argumento sem cair no vazio...

9.4.26

Para pensar: a contraditória educação inclusiva

@steawdocs Inclusão que exclui, que não da suporte, jogando alunos e professores dentro da jaula para se matarem, não é inclusão, e sim exclusão! E o governo conseguindo o que querem, mais ódio, menos estudo, mais reclamação, menos diplomas, mais professores doentes, menos apoio para 30 alunos na sala, mais crianças jogadas e excluídas, menos suporte para crianças com necessidades especiais. Somos obrigados por lei a colocar nossos filhos na escola até os 17 anos, e o que esse pai de autista nível 3 diz muito! Na creche, na Emei é uma coisa, mas 1⁰Ano? É outra coisa, sentar na carteira, prestar atenção, entender o espaços dos outros amigos, a mesma situação que ele falou sobre o celular, acontece com meu filho também, é preciso falar mais vezes, dar mais atenção, mais suporte. . #autismoreal #autismobrasil #autismo #inclusãoescolar #direitoshumanos @Stefany Araujo ♬ som original - Stefany Araujo | Vida Atípica

18.3.26

Lei Felca e confusão digital: provando que pais e mães realmente não sabem de nada.

Se tem Lei é porque alguém implorou ao governo (ou ao Judiciário, via MP) para regulamentar algum assunto que a sociedade - ou parte dela - julgue relevante. Foi assim que a baixaria dos anos 90 acabou na TV, por uma regulamentação de horário tão draconiana que fez com que trocassem os peitos e quadris rebolativos pela dobradinha "artistas da casa" e "sensacionalismo barato". 

Era "banheira do Gugu", virou "de volta para minha terra" - mas a canalhice persistiu; e isso vem a calhar em tempos de ECA Digital, mais uma dessas sandices aprovadas pelo Congresso e sancionadas pela Presidência da República a fim de "proteger nossas crianças"...

... mas que traz mais transtornos à liberdade do indivíduo que proteção efetiva aos fedelhos que se acham (e são) mais espertos que seus pais. 

...

A turma que tem saudades dos anos 80, tempo em que tudo era (supostamente) mais seguro, se esquece de que já teve essa idade, querendo viver livre das amarras vindas dos próprios pais. Era um tempo de maiores dificuldades, mas no qual as "más companhias" já existiam - trazendo maus comportamentos, cigarro, álcool, drogas... seduzindo as meninas, pervertendo os garotos... essas coisas que migraram para a internet a partir do momento em que se tornou indispensável viver conectado em rede.

Envelhecemos, e a rede passou a ser o lugar que dá medo - como todo meio que é desconhecido, para velhos como nós, que vivem o analógico com muito mais facilidade que o digital.

...

Antigamente era mais complicado para ser sacaneado. Era preciso ir aos lugares, expor-se aos riscos, e aos pais bastava dizer "não entre aí", "não pise aí" - ou "desliga essa TV, AGORA" (quando se exibia algum filme com baixa luxúria nas sessões proibidas para menores de 18 anos).

Hoje não tem sessão proibida para menores de 18 anos. 

Mas tem celular, e internet - onde muita gente esconde suas intenções, sem mostrar a cara, vendendo falsas ilusões e roubando a inocência de nossos filhos (ao menos é o que achamos que acontece).

...

Sendo bem verdadeiros, não podemos desenvolver nossos filhos achando que "as redes", ou que "as telas" são o problema que os impede de ser bons cidadãos, bons filhos, pessoas responsáveis e todas aquelas ilusões que nós (e os nossos pais, e os nossos avós) achavam que iria acontecer caso "alguém" fizesse restrições em nome de um "bem maior" - que, muitas vezes, nem sabemos o que é.

Não somos onipresentes, nem nossos filhos são "santinhos" - alguns até são "más companhias", dependendo dos olhos de quem vê. Agimos muitas vezes à margem de leis que tentam regulamentar tudo, e exigimos dos fedelhos comportamento exemplar, deixando nossas hipocrisias para depois.

Quem acha que pedir RG e CPF de meio mundo para acessar conteúdo +18 e entrar em chat vai resolver alguma coisa se esquece de que já foi jovem, teve que lidar com proibições dos pais e os riscos de cometer transgressões - alguns, lamentavelmente, até fatais. 

Além disso (santa hipocrisia) na nossa época as coisas eram bem piores do que hoje: para citar um exemplo, assistíamos à história de uma mulher que, expulsa de uma cidade do Nordeste por ter ficado com um homem casado, volta em grande estilo e compra a simpatia de todo mundo - não obstante ter feito fama e fortuna em SP como... dona de bordel... 

...

Quem diria que os que babavam por Tieta virariam, um a um, protótipos de Perpétua... tsc...

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P. S.: Eu queria ser mais exato sobre os efeitos da Lei Felca na vida do cidadão (e como ela é inútil para proteger as crianças e adolescentes), mas este cidadão foi mais eficiente. A linguagem é meio chula, confesso - mas o detalhamento foi, digamos... na mosca.



1.8.25

Um paradoxo: Lula é o maior vitorioso e o maior derrotado da crise com os EUA

 


Pela primeira vez o governo dá uma bola dentro em comunicação: quer coisa mais simples do que mandar Geraldo Alckmin tomar café com a melhor amiga das donas de casa brasileiras, naquele estilo que qualquer um com mais de dois neurônios sabe que é "versão oficial disfarçada" - mas que sempre funciona?

Maravilhoso - mas, mais do que isso: duvido que tenha sido obra da Secom ou do comportamento idiota do petismo militante. Os ideólogos do governo não tem essa genialidade toda.

...

A impressão, mais do que evidente, é que no primeiro momento em que os donos do dinheiro foram ameaçados responderam com um "cala a boca, Lula, agora os adultos vão entrar em campo" - e botaram o Ministro do Desenvolvimento para trabalhar, junto com parlamentares do Centrão (que também representa quem faz este país andar) e representantes do setor produtivo (que foram atrás da Secretaria de Comércio implorando para separar o que deveria ser isento de tarifas pelo governo americano).

...

Para este que vos escreve os EUA fizeram o óbvio: pegaram uma folha de papel, separaram o que eles precisam do que não precisam, livraram os primeiros do "imposto regulador" e deixaram os segundos levarem o simbólico "ferro" de 50% de taxa.

Já que, aliás, comida não se taxa - em lugar nenhum do mundo.

...

No mais, os Bolsonaro podem comemorar o susto que deram nos ministros do STF; Lula pode posar de vitorioso para o NYT (e sumir depois disso); os esquerdistas e direitistas do Twitter podem falar o quanto quiser, MAS...

... quem está sorrindo, discretamente?

O chuchu, que deveria ser nosso primeiro-ministro de fato desde 2023.

Não a Gleise. 

Não o Haddad. 

Não a Janja. 

(PRINCIPALMENTE, não a Janja...).


1.4.25

Genro do presidente do Conselho de Anciães da CCB na Igreja Presbiteriana: isso é polêmico inclusive na IPB...

@heinaroficial

BOMBA! EX-ANCIÃO RICARDO PAVANELLI ABANDONA a CCB e vai PARA a IGREJA PRESBITERIANA de PINHEIROS

♬ som original - Carlos Heinar


Se pelos lados da CCB isso é bombástico para os presbiterianos o problema não é menor.
(algo reiterado pelo próprio pastor titular da IP de Pinheiros em seu Instagram)?

22.1.25

Da série "porque Igreja séria é contra ordenar pastoras"

26.12.24

Mais um comentário digno do Twitter/X...

24.12.24

O segredo da China...

21.12.24

Do X...

20.12.24

Da série "modéstia a parte, ainda me saio bem de vez em quando..."

18.12.24

Vamos ser sensatos: o "golpeachment" já está ocorrendo, por parte do "mercado" (ou seja: quem tem dinheiro para investir)

Ninguém com dinheiro confia mais no governo, e os grandes agentes econômicos - muitos deles votantes do adversário do "barbudo" em 2022 - já deram sua sentença: melhor botar o dinheiro embaixo do colchão, tirar o que se pode do país e deixar os agentes estatais choramingando contra o "ataque".

Agora, para azar de Lula, ele não pode "venezuelizar" de uma vez o país: o mesmo STF que pune aventuras golpistas por terem atentado contra a democracia seria implacável com o "barbudo" (ou qualquer um) se as regras constitucionais não forem seguidas para tornar o sistema diferente disso aí.

Nossa democracia é fraca, mas o mesmo pau utilizado para prender os velhinhos seria adotado para evitar outras tentativas de regimes de exceção - a não ser que se cruzasse o rubicão pelas armas, coisa que, particularmente, duvido que a esquerda consiga fazer (ninguém quer sair dos quartéis para tanto).

O mercado vai acabar dando um jeito em Lula, de um jeito ou de outro.

É só aguardar a "gambiarra" que vão inventar.

21.11.24

Sobre a "Lava Jato" do mundo bizarro e a iminente prisão de Bolsonaro (ou não)...

Esquerdista é um bicho idiota o suficiente para achar que vai tripudiar porque Bolsonaro corre o risco de ser preso por uma tentativa de golpe, se esquecendo de que:

  • metade dos bolsonaristas adoraria ver Lula, Moraes e a tropa do STF sofrendo este golpe;
  • a outra metade ainda tem (muito) nojo de ser governada por um presidente que considera ladrão, assessorado por um "estabilishment" que trabalha a favor da esquerda (para eles).

As pessoas não sabem, mas a Constituição de 88 é extremamente dura com os 3TH (terrorismo, tortura, tráfico e crimes hediondos). Não é errado, confesso, "gato escaldado tem medo de água fria", mas a população não tem amor nenhum pelas instituições, até porque não vê os resultados práticos do que está na lei - donde se conclui que o impacto da investigação de golpe contra Bolsonaro e os outros 37 vai ter a mesma comoção de sempre na sociedade, ou seja: nada.

A esquerda conseguiu enquadrar o 08/01 como ato terrorista, e Moraes, como juiz natural do processo, está usando de suas prerrogativas para fazer o que está na lei. Antes de vibrar, contudo, os retardados que ficam falando em "sem anistia" deveriam se lembrar de uma frase célebre de Mao Tse-Tung, a besta que levou milhões na China à fome mas soube fazer uma Revolução:

"A revolução não é o convite para um jantar, a composição de uma obra literária, a pintura de um quadro ou a confecção de um bordado, ela não pode ser assim tão refinada, calma e delicada, tão branda, tão afável e cortês, comedida e generosa. 

A revolução é um insurreição, é um ato de violência pelo qual uma classe derruba a outra."

Quem quiser dar golpe vai dar - e a direita é melhor nisso que a esquerda, ao menos no Brasil.

24.9.24

O debate do Flow foi uma droga? Grande coisa...

@tabataamaralsp

São Paulo merece mais do que isso.

♬ som original - Tabata Amaral

Mais um debate em que acontecem tumultos envolvendo Pablo Marçal, o "coach" picareta que se tornou o homem a ser derrotado na disputa pela prefeitura de São Paulo - e no qual se perdem oportunidades para "discutir propostas", como disse a candidata queridinha da mídia mais "hipster" no desabafo acima.

(aliás, eis um elogio: Tábata Amaral dizendo "m..." está melhor que a Sandy, que conseguiu a proeza de cantar "Ciranda da Bailarina" e não citar o "pentelho" que Chico Buarque colocou na música... que bom que ela não age sempre como a representante de classe perfeitinha...)

...

O problema, porém, é maior do que isso. 

Debate como forma de "discutir propostas" virou perda de tempo desde hoje que entidades da sociedade civil organizada passaram a impor pautas à cidade, seja via Judiciário ou elegendo seus candidatos diretamente (e passando pano para os erros dos iluminados, como se vê pelas pautas da imprensa em administrações como a de Fernando Haddad - e pelas atitudes de muita gente sem noção, que defende cegamente a ideia de uma "cidade para pessoas" sem consultar as pessoas que vivem nela).

Votar está valendo cada vez menos na impressão da população - e isso se dá justamente por causa de pessoas como os financiadores de Tábata, que imaginam poder construir uma sociedade "perfeitinha" agindo de forma ditatorial contra quem não concorda com seus pressupostos. Deveriam lembrar-se de que cidadãos, num país como o Brasil, querem serviços públicos de qualidade em um formato e padrão que lhes satisfaça (não a camiseta de tamanho único que o governo insiste que eu deveria aceitar como o "certo", ou o "melhor" para mim.

Eu, cidadão de São Paulo, não quero uma "cidade para pessoas". Eu quero uma cidade para MIM, para MINHAS demandas, para o que EU entendo como algo que possa resolver o MEU problema.

Se os candidatos em questão entendessem isso teríamos discussões que realmente valeriam a pena - e não estaríamos admirando o pombo enxadrista que tornou esta eleição bastante emocionante.

Para o bem, e para o mal.

19.6.24

Direitos da mulher vs direitos do não-nascido parte III: a lógica dos brasileiros - e brasileiras

 

Os brasileiros e brasileiras não sabem direito quando é que se pode dizer que um feto é um bebê, dizem que a vida nasce na concepção mas se uma mulher for vítima de estupro admitem tranquilamente que ela "tire" o que está em seu ventre, porque este não foi fruto de uma relação consentida, e jamais conceberão que se faça um aborto caso seja fruto de ato consensual, mesmo que seja entre adolescentes.

Sem muitos rodeios: quantas vezes vocês não ouviram um "na hora de abrir as pernas não pensou nas consequências", dito por mães sem educação que se tornaram avós involuntariamente? Será que muitos se esquecem do destino horrendo reservado a estupradores na cadeia, aplaudido efusivamente inclusive por gente que abomina o bordão "bandido bom é bandido morto"?

Mais ainda: quem nunca ouviu falar de pessoas que relataram o aborto como um procedimento invasivo e doloroso, pelo qual nenhuma mulher gostaria de passar?

Ora, se essas são as frases que se ouvem todos os dias nas quebradas brasileiras (e até nas mansões) porque a direita achava que o povo apoiaria o PL 1024, transformando quem aborta em criminosa - e, por semelhante modo, quem na esquerda realmente acreditam que iriam liberalizar a interrupção da vida de um feto a qualquer momento, por qualquer motivo, por causa da gravidez oriunda de estupro?

Brasileiros (e brasileiras, principalmente) tem uma lógica torta, mas que faz sentido bem de perto. Se quer entender qual é, volte ao lide desse texto, o primeiro parágrafo, e leia-o com atenção.

15.6.24

Direitos da mulher vs direitos do não-nascido parte II: o papo de doidos em que todos acham que estão com a razão...


O PL 1904/24, resposta exageradíssima à decisão do STF que sustou decisão do Conselho Federal de Medicina que proibia a realização de assistolia fetal em fetos com mais de 22 semanas de gestação, gerou um festival de declarações em que todos falam a sua verdade, para as suas paredes - e crendo que estão vencendo a discussão contra os "inimigos" da vez. 

O evangélico que acredita que a vida nasce no zigoto apoiaria com gosto pena de morte para estuprador e proteção para a vida desde o momento da concepção, ao passo que o progressista - grupo no qual a maioria esmagadora de seus membros vê o embrião como um amontoado de células e Deus como um conto de fadas - julga absurdo preservar o fruto de um estupro (por não achar aquilo vida) e hediondo condenar alguém à morte, ainda que suas atitudes tenham justificado o apodo de "lixo humano".

...

A maior estupidez, contudo, é achar que números e estatísticas colhidas no calor da batalha servem como argumento quando princípios religiosos estão do outro lado. Quando os dados se contrapõem à Bíblia, fique com a Bíblia: esse é o argumento do cristão fervoroso, ainda mais considerando-se as penas para estupro no Antigo Testamento combinadas com a forma de se ver filhos naquela época.

Quem apresentou esse Projeto realmente não é digno de ser levado a sério, mas conseguiu algo bastante relevante: expôs a ira da elite progressista, aquela que manda nos costumes do país via "tapetão do bem", fortalecendo o papel do Congresso como lugar de discussões relevantes para a base da sociedade.

Não duvide que a direita perca nas redes, e nas discussões de elite - para ganhar entre o povo. Afinal de contas, para a Bíblia não se cogitava abortar "dádivas de Deus" (nem em sonho).

12.6.24

Quem escreve as matérias da "Veja São Paulo"? Com vocês, o "Baixo Auguster", ex-"Vila Madalener" e "Perdizer"...

Esnobes da Faria Lima, alternativos da Santa Cecília, hipócritas de Moema - e, agora, preconceituosos da Mooca; nada escapa ao olhar crítico da turma da "Vejinha", e de seus colunistas, sempre dispostos a apontar os erros de certas regiões da cidade, e de seus habitantes. 

Isso me leva a perguntar: quem são esses arautos do certo e errado de São Paulo, a turma que acha que pode fazer os perfis mais escabrosos dos cidadãos da maior cidade do Hemisfério Sul?

Como não se pode deslocar os autores de seus impropérios de seu habitat natural, resolvi criar uma estranha figura, aquele cara descolado que se acha a cara de São Paulo - mas que não consegue ver nada além de Perdizes, Vila Madalena e de sua atual residência, no Baixo Augusta, aquele lugar mítico que faz fronteira com Higienópolis, delineado pela Praça Roosevelt, Parque Augusta e com fim na Paulista.

Sem mais delongas, apresento... o típico colunista de Veja São Paulo, que, por hora, chamarei de "Baixo Auguster" - mas que, num passado remoto, já foi "Vila Madalener" e "Perdizer".

...

Nosso candidato a colunista mora numa região da cidade que já foi o melhor canto da cidade para se encontrar uma dama... da noite, é claro. A zona do baixo meretrício da Rua Augusta se tornou "in" quando alguém com bastante influência virou para outro alguém e disse: "ei, que tal a gente fazer nossa festinha de aniversário num lugar bem tosco, bem lixo mesmo, tipo um puteiro das antigas, sabe?".

Daí para lotar a região daqueles lugares que os "queridinhos" da imprensa gostam, como restaurantes de quitutes veganos e comida multiétnica, e supermercados orgânicos com um monte de coisas para "pets", sem falar em barzinhos de todo tipo, para todo público (exceto os clientes das prostitutas, que fugiram de um lugar no qual poderiam encontrar, sei lá, seus filhos e netos). 

A gentrificação do Baixo Augusta se tornou questão de tempo - atraindo a especulação do mercado imobiliário, que encheu a região de "studios" de 20, 25 m², invadidos por um tipo de pessoa que já morou em outras áreas "pseudo-cult" da cidade, mas que escolheu ser "Baixo Auguster" por evocar uma certa efervescência, um quê de Paris com Nova York, Amsterdam e todos os clichês de uma "cidade perfeita", na opinião da turma que tem um mantra constante: "mais amor por favor".

Até aí, nada de mais. O problema é achar que há apenas um modelo possível para o paulistano: o das áreas intelectualmente chiques da cidade, como Baixo Augusta, Vila Madalena e Perdizes.

...

Quando o "Baixo Auguster" recebe voz, como nas matérias da "Vejinha", resolve mostrar seu lado mais cruel: só presta quem é contestador, progressista e "superpop" - como ele, e seus "amigues". 

Dá-lhe, portanto, críticas pesadas contra os tradicionalistas de Moema (como se famílias gostassem de boates na porta de casa), ou pancadas fortes no estilo machista-chauvinista-mauricinho dos "farialimers" (tá, o Vale do Silício e Wall Street são cafonas, assim como todo lugar onde dinheiro rola solto - seja por causa do mercado financeiro ou da cultura, como o Baixo Augusta d@s "amigxs"). 

Quando chegam a bairros tradicionais, como a Mooca, é a festa - "racistas", "xenófobos", "preconceituosos"... insultos não faltam. Nega o colunista, entretanto, o óbvio: todo bairro, em São Paulo, se desenvolve de forma homogênea - principalmente o daqueles que tem orgulho de se chamar, antes de paulistanos, mooquenses (e NÃO "mooquensers", como a "Vejinha" entitulou).

Talvez só a Santa Cecília, vizinha dos "Baixo Augusters", tenha sido poupada - quem sabe porque o sonho de muitos habitantes das áreas "hipsters" da cidade é ser "Cecílier", com direito à samambaia na janela e dois gatos no apê de taco.

...

Quem leu essa matéria até aqui pode achar que esse humilde escriba está com inveja. Pelo contrário: textos como os da "Vejinha" são verdadeiras aulas de como escrever, contando histórias e estórias fascinantes, do povo e das pessoas que fazem a cidade ser como ela é.

Não dá para negar, contudo, que os colunistas carregaram nas tintas ao elaborar essas matérias - e que, mesmo sendo para vender revista, exageraram demais, ao mostrar um mundo feio de toda área da cidade que não seja ocupada por progressistas-arrumadinhos-do-tipo-mais-amor-por-favor.

Para esse pessoal, só podemos dizer o óbvio: "galera, menos, bem menos, a gente é estereotipado - mas vocês também o são"... e muito...

19.5.24

Uma aula de Escola Bíblica, várias observações sobre aborto e anticoncepcionais...


Uma aula de Escola Bíblica Dominical a respeito de aborto e anticoncepcionais fez o cérebro deste que vos escreve trabalhar dobrado - até porque o assunto é cheio de polêmicas. Sem mais delongas, seguem os "pitacos" que surgiram depois de uma hora e quinze de classe:

  1. não é só a indústria de anticoncepcionais que compra opiniões médicas: a indústria em geral faz isso o tempo todo, comprando os especialistas e trazendo-os para o seu lado;
  2. não custa lembrar: chegamos ao ponto de qualificar vacinas "melhores e piores" numa pandemia, por conta de estratégias marqueteiras que deveriam fazer os laboratórios corarem de vergonha;
  3. ainda sobre o especialista: mas todo ramo de atividade tem tendências majoritárias e minoritárias - mas que lamentavelmente tem sido desprezadas nas ciências biológicas (principalmente as médicas) em função do "Deus-ciência", aquele que não falha nunca;
  4. a sociedade tem sido bombardeado constantemente com a ideia de que aproveitar a vida é bem mais interessante e útil que se afundar na vida em família, sendo que as mulheres são os principais alvos dessa "doutrinação", típica de quem coloca o Homem no centro do mundo;
  5. ainda que o zigoto só tenha chances efetivas de "vingar" a partir da nidação é fato que o corpo feminino é preparado para o milagre da vida - coisa que as mulheres deveriam pensar antes de adotar técnicas como pílulas anticoncepcionais, do dia seguinte e diária;
  6. o Direito está correto na expectativa de direito do feto? Sim, mas não porque não existe vida antes da fecundação - o conjunto de células deve ter o direito de vingar como criança;
  7. o termo marxismo cultural é impreciso, dada a tendência dos conservadores de chamar tudo o que é progressista de esquerdista - mas não o mal que ele indica, a saber, a ideia de que o feto é parte do corpo da mulher (não é) e sua propriedade (não é);
  8. a tendência de se supervalorizar o parto como o início de uma família (e o filho biológico como aquele "que vale"), somada à ideia de que todos os atos da vida tem que ser planejados, cria absurdos de todo tipo - como embriões tratados como propriedade, por exemplo;
  9. a visão jurídica (na verdade, a sociológica) tem sido sobreposta à Biologia, aliada ao interesse de segmentos sociais ("carpe diem") e à desvalorização da família monogâmica heteronormativa;
  10. a Igreja pode até ter razão em seus argumentos, mas usar sítios de extrema direita para contestar os argumentos dessa verdadeira "teologia do século XXI" é como revestir-se de uma armadura frágil para defender um corpo fortalecido, mas vulnerável;
  11. a questão, mais do que defender biologicamente o início da vida, é entender que a gravidez (e os filhos) não são uma tragédia - principalmente se chegarem dentro de um casamento saudável (definição esta que não é financeira, mas psicológica e moral);
  12. quanto às pessoas que tiverem filhos fora do casamento, deve-se entender que o estigma da responsabilidade ("deveria fechar as pernas") é um enorme motor para se procurar clínicas de aborto - junto com a desvalorização da vida;
  13. a postura de muitos pastores e membros em ter filhos de forma irresponsável, embora possa ser embasada por uma argumentação bíblica consistente, embute um enorme risco: quem garante que serão criados de forma sadia e consciente?

Finalmente, o mais relevante: todo cristão deve estar preparado para discutir o assunto fora das Igrejas, num mundo que tem a tendência a desvalorizar ao Deus cristão (principalmente) em função do "Deus-ciência" e do "Deus-homem", bem palatáveis para os defensores dessa verdadeira "teologia do século XXI", na qual se insere o contexto da sociedade atual.

"Oh, admirável mundo novo que encerra criaturas tais..." - nunca essa frase foi tão atual.