O Google coletava dados de localização mesmo após os usuários desativarem várias configurações de rastreamento e dificultava encontrar configurações de privacidade.
A empresa também pressionou a LG e outros fabricantes de smartphones a ocultar as configurações de localização de seus aparelhos.
As conclusões acima constam em um processo contra a Big Tech movido pelo procurador-geral do Arizona, Mike Brnovich.
Os documentos da ação judicial revelam que os próprios executivos e engenheiros do Google sabiam o quanto a Big Tech tornou difícil manter a privacidade de seus usuários.
E-mails trocados entre funcionários da empresa expressavam preocupação com a coleta de dados de localização após a publicação de uma reportagem da Associated Press, em agosto de 2018, com o título Google rastreia os seus movimentos, quer você goste ou não.
“Eu concordo com o artigo [da AP]. Localização desativada deve significar localização desativada, exceto em um ou outro caso”, escreveu um funcionário.
“Então não há como fornecer sua localização a um aplicativo de terceiros sem fornecer ao Google?”, pergunta um outro funcionário. “Isso não soa como algo que gostaríamos de ver na primeira página do [New York Times].”
De acordo com os documentos, quando o Google testou versões de seu sistema operacional Android que tornavam as configurações de privacidade mais fáceis de encontrar, a empresa viu como um “problema” o fato de os usuários realmente alterarem as configurações para proteger sua privacidade.
Para “resolver” isto, o Google procurou esconder as configurações mais profundamente em menus e submenus do seu aplicativo para smartphones.
A Big Tech também tentou convencer os fabricantes a ocultar as configurações de localização “para amenizar preocupações [dos fabricantes] sobre privacidade.”
Os funcionários do Google pareciam reconhecer que os usuários ficavam frustrados com as práticas agressivas de coleta de dados da empresa.
“Falha nº 2: *Eu* deveria ser capaz de obter *minha* localização no *meu* telefone sem compartilhar essa informação com o Google”, escreveu um funcionário.
“Pode ser por isto que a Apple está comendo nosso almoço”, acrescentaram, dizendo que a Apple era muito mais amigável em permitir que os usuários tirassem proveito de aplicativos e serviços baseados em localização em seus telefones sem compartilhar os dados com a Apple.
“O que descobrimos até agora, acredito, mostra que o próprio Google entende e aprecia que o que está fazendo é algo furtivo e que irritaria os consumidores caso soubessem disso”, disse o procurador-geral Brnovich à Fox News.
Com informações de Bussiness Insider, Daily Wire e Epoch Times
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O post Arizona processa Google por monitorar localização de usuário mesmo “desligado” apareceu primeiro em Senso Incomum.
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