Num dia em que foram registradas 3025 mortes, números sabidamente subnotificados, a Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado, que visa apurar a tragédia da pandemia e os responsáveis por ela, começa a ouvir testemunhas que, pelo visto, ficarão sempre no fio da navalha entre serem simples testemunhas de fato, acusadores com objetivos políticos ou possíveis candidatos a futuro banco dos réus.
Em uma tese nitidamente de defesa, o ex-ministro afirmou que não deixou o cargo porque o “cliente dele era o Brasil” e não poderia abandonar o “paciente” ainda doente. Quase bonito. Quase verdade. Quis se defender dizendo que agiu como médico, priorizando o “enfermo”. Um médico aceitaria que o dono do hospital adotasse medidas que impedissem o tratamento da doença? Permitiria o uso de remédios não indicados pela ciência? Conviveria com a manipulação de dados e com a interferência dos filhos do dono do hospital, os quais não possuem formação médica, na condução do tratamento de seu “paciente”?
source https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/colunadokakay/2021-05-06/meses-de-silencio.html
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